Eu, o motorista e a camisinha cor-de-rosa

Em 1997, por indicação da minha amiga Monica Fernandes, consegui trabalho na Chroma Filmes, ex-Adrenalina Filmes, uma produtora de cinema paulistana, na qual assumi a posição de assistente de produção. Trabalhei em menos de uma dezena de filmes publicitários porque, mais tarde, em 1998, eu e alguns amigos abrimos nosso …

Dando o troco

— Funerária Blablablá, bom dia. — Bom dia. São vocês que ficam ligando aqui em casa com uma gravação automática, não é? — Sim, faz parte da nossa estratégia de marketing. — E devo dizer que funciona, viu. Vocês costumam ligar justamente quando estou super concentrado, escrevendo ou lendo alguma …

Amor e tempo

Um dos trechos do livro de Carl Sagan que mais me impressionaram, e de que jamais me esqueci, foi a dedicatória à sua esposa: “Para Ann Druyan — Diante da vastidão do espaço e da imensidade do tempo, é uma alegria compartilhar um planeta e uma época com Annie”.

As Musas Olavettes

No Facebook, foi lançada este ano uma página chamada Musas Olavettes. Sim, há mulheres lindas ali. (Já imaginou? Mulheres lindas, inteligentes e imunes a idiotas úteis? Pois é.) Até possuo um caminhão para semelhantes areias, mas ele está sem óleo diesel e eu moro longe, o que me torna, em comparação …

Precisa-se de empregada feia. Bem feia.

Em 2000, na Casa do Sol, ficamos alguns meses em apuros ou, como dizíamos, no mato com oitenta cachorros mas sem nenhuma empregada doméstica. Não me lembro exatamente por que Hilda Hilst havia demitido a anterior, mas, salvo engano, creio que tinha algo a ver com a qualidade do café …

Homem também tem pêlo

Em Junho de 1999, quando eu já morava na Casa do Sol havia quase nove meses, a atriz e diretora Bete Coelho e a figurinista e cenógrafa Daniela Thomas foram visitar Hilda Hilst. Ambas participavam do projeto de adaptação para teatro do livro O Caderno Rosa de Lori Lamby, cuja …

Outro “causo” do Bruno Tolentino

Às vezes me vêm à lembrança algumas conversas marcantes que tive com o poeta Bruno Tolentino. Ele tinha o costume de pilheriar no tom mais sério e, caso o interlocutor não percebesse o humor clandestino, seguia em frente, como se nada tivesse acontecido. Sempre com a ironia mais fina, inglesa. …

O Marceneiro e o Poeta

Bruno Tolentino… Naquela ocasião, eu ainda não o conhecia muito bem, mas chegaria a conhecê-lo melhor nos nove meses seguintes, tempo que ele moraria ali conosco: uma figura simplesmente extraordinária, com uma trajetória de vida de arrepiar os cabelos.