O Backbone, a Verdade e a Vida

Meus avós paternos são baianos de Maraú, ao sul de Salvador, perto de Valença. Minha avó é católica e vive hoje com minha tia evangélica em Vitória, Espírito Santo. Minha avó sempre me diz que esse negócio de candomblé é coisa do pessoal de Salvador, que no restante da Bahia …

Dogville, um filme duro de roer

O filme Dogville é interessante na forma, ótimo na escolha dos atores e um enorme desperdício dramático. Poderia ter sido uma obra trágica, mas o diretor — contaminado pelo mais palpitante niilismo — preferiu transformá-lo numa piada de humor negro. Arma uma enorme e absorvente arapuca durante dois terços de …

Doutor Pinto Grande e o pedinte do metrô

— O senhor está me dizendo que já não acredita em Deus tanto quanto aquele blogueiro não crê na existência da internet. Mas, dentro Dele, de Deus (e não do blogueiro), nós nos movemos, pensamos, respiramos, vivemos e morremos. Percebe? É dentro da internet que o blog “vive” e “morre”.

O pecado favorito

— Você já assistiu ao filme “O Advogado do Diabo”? — Aquele com o Al Pacino? — Esse mesmo. — Já vi. Por quê? — Lembra qual a declaração final do Diabo? — Claro: “A vaidade é definitivamente o meu pecado favorito”. — Pois é, acho que o pecado favorito …

Amor e tempo

Um dos trechos do livro de Carl Sagan que mais me impressionaram, e de que jamais me esqueci, foi a dedicatória à sua esposa: “Para Ann Druyan — Diante da vastidão do espaço e da imensidade do tempo, é uma alegria compartilhar um planeta e uma época com Annie”.

O machista feminista

Tempos atrás participei de um encontro literário na Casa Mário de Andrade, em São Paulo, onde, ao longo de uma semana, debati com outros autores as perspectivas da literatura brasileira neste novo milênio. Foi lá que, entre outros, conheci pessoalmente Elisa Andrade Buzzo, Luis Eduardo Matta, Miguel Sanches Neto, André …

O Livro de Urântia: notas sobre uma possível revelação divina

Jorge Luis Borges descreve assim a descoberta do primeiro volume da enciclopédia sobre o planeta Tlön: “Numa noite do Islã, que se chama a Noite das Noites, abrem-se de par em par as secretas portas do céu e é mais doce a água nos cântaros; se essas portas se abrissem, eu não sentiria o que senti naquela tarde.” Foi exatamente assim que me senti ao ter O Livro de Urântia nas mãos pela primeira vez…