Mensagem do leitor David Bezerra

Yuri, varei a madrugada lendo as tuas crônicas. “O Marceneiro e o Poeta”, “O Rolex e o Celular” e, sobretudo, “A Bacante da Boca do Lixo” são memoráveis. Esta última me fez compreender as palavras do Prof. Olavo [de Carvalho] acerca da função da arte literária, isto é, proporcionar ao …

Homem também tem pêlo

Em Junho de 1999, quando eu já morava na Casa do Sol havia quase nove meses, a atriz e diretora Bete Coelho e a figurinista e cenógrafa Daniela Thomas foram visitar Hilda Hilst. Ambas participavam do projeto de adaptação para teatro do livro O Caderno Rosa de Lori Lamby, cuja …

A Bacante da Boca do Lixo

Quase todo aspirante a escritor que se preze já leu e já desejou ser Henry Miller. Para quem tem a cabeça de cima cheia de hormônios, a de baixo cheia de idéias, e o quarto entulhado de literatura, nada mais atraente do que aquela vida intelectovagabunda com mil e um personagens fascinantes e uma mulher pirada para amar. To fuck, diria Henry… Bem, a questão é que tive meu mais forte momento milleriano assim que deixei Brasília e voltei a São Paulo sem diploma, sem lenço e sem documento.

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Genus irritabile vatum

Eis o primeiro conto do livro “L.S.D.eus – Contos Extáticos”, no qual um aspirante a escritor, após tomar uma droga desconhecida, sofre a pior bad trip da sua vida. A propósito: Genus irritabile vatum (“a raça irritável dos poetas”) é uma expressão de Horácio (Epístolas, II, 2, 102) que serve para caracterizar a extrema susceptibilidade dos poetas e de todos os homens de letras.