Márcia e o desconhecido do MSN

  Márcia iniciou o MSN e a janela com o convite se abriu: um certo Alessandro queria adicioná-la. Era bonito na foto e, no texto do convite — “Oi, te achei interessante. Posso te adicionar?”—, havia o endereço do perfil dele no Facebook. Decidiu, pois, dar uma checada antes. Viu …

Tá maluca?

A mulher fritava os bifes enquanto o marido folheava uma revista: — Roberto, você não acha que a gente já pode pintar a casa no mês que vem? — Pintar a casa? Tá maluca? A gente não vai pintar casa nenhuma. — Ué, e por que não? A gente já …

O machista feminista

Tempos atrás participei de um encontro literário na Casa Mário de Andrade, em São Paulo, onde, ao longo de uma semana, debati com outros autores as perspectivas da literatura brasileira neste novo milênio. Foi lá que, entre outros, conheci pessoalmente Elisa Andrade Buzzo, Luis Eduardo Matta, Miguel Sanches Neto, André …

A Bacante da Boca do Lixo

Quase todo aspirante a escritor que se preze já leu e já desejou ser Henry Miller. Para quem tem a cabeça de cima cheia de hormônios, a de baixo cheia de idéias, e o quarto entulhado de literatura, nada mais atraente do que aquela vida intelectovagabunda com mil e um personagens fascinantes e uma mulher pirada para amar. To fuck, diria Henry… Bem, a questão é que tive meu mais forte momento milleriano assim que deixei Brasília e voltei a São Paulo sem diploma, sem lenço e sem documento.

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O Livro de Urântia: notas sobre uma possível revelação divina

Jorge Luis Borges descreve assim a descoberta do primeiro volume da enciclopédia sobre o planeta Tlön: “Numa noite do Islã, que se chama a Noite das Noites, abrem-se de par em par as secretas portas do céu e é mais doce a água nos cântaros; se essas portas se abrissem, eu não sentiria o que senti naquela tarde.” Foi exatamente assim que me senti ao ter O Livro de Urântia nas mãos pela primeira vez…

O Exorcista na Casa do Sol

Saiba como foi assistir ao filme O Exorcista, na Casa do Sol, acompanhado pela escritora Hilda Hilst, pelo poeta, ex-professor de Oxford e ex-presidiário da ilha do diabo inglesa, Bruno Tolentino, e mais quinze cães. (Agradeço ao J.Toledo e ao Zuenir Ventura por me convencerem de que minha memória não deve nada a ninguém.)