O Marceneiro e o Poeta

Bruno Tolentino... Naquela ocasião, eu ainda não o conhecia muito bem, mas chegaria a conhecê-lo melhor nos nove meses seguintes, tempo que ele moraria ali conosco: uma figura simplesmente extraordinária, com uma trajetória de vida de arrepiar os cabelos.
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O chilique do cabeleireiro diante da modelo

(Creio que já contei esta história, mas vou contá-la de novo porque eu a acho muito interessante.) No início dos anos 90, em São Paulo, no agora extinto Estúdio Abril — então o maior estúdio fotográfico da América Latina, comandado à mão de ferro por Pedro Martinelli —, um fotógrafo aguardava a modelo para...
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A menina branca

Edgar andava muito irritado com uma coisa: num país onde ocorriam cerca de cinqüenta mil homicídios ao ano, o que realmente atraía a atenção da famigerada “opinião pública” era essa espalhafatosa campanha, não apenas em defesa dos animais domésticos — mormente cães e gatos —, mas também em defesa dos animais silvestres, sobretudo desses...
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A sábia ingenuidade do doutor Pinto Grande

(À maneira de Chesterton…) Doutor Pinto pediu licença para ligar seu cigarro eletrônico e se sentou. Indicou a cadeira com a mão, aguardou alguns longos segundos, e nada. O rapaz mantinha-se de pé, do outro lado da mesa, visivelmente desconfortável: era óbvio que jamais estivera diante de um advogado na condição de cliente. — O senhor não...
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Homem também tem pêlo

Em Junho de 1999, quando eu já morava na Casa do Sol havia quase nove meses, a atriz e diretora Bete Coelho e a figurinista e cenógrafa Daniela Thomas foram visitar Hilda Hilst. Ambas participavam do projeto de adaptação para teatro do livro O Caderno Rosa de Lori Lamby, cuja protagonista seria vivida por...
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Doutor Pinto Grande e o pedinte do metrô

(Atendendo a pedidos, eis mais um conto com o personagem Doutor João Pinto Grande.) Doutor João Pinto Grande desceu as escadas da estação Conceição do metrô, na zona sul de São Paulo, e se dirigiu até a área de embarque. Era um domingo claro, de poucas nuvens, mas fazia muito frio — nada incomum...
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Precisa-se de empregada feia. Bem feia.

Em 2000, na Casa do Sol, ficamos alguns meses em apuros ou, como dizíamos, no mato com oitenta cachorros mas sem nenhuma empregada doméstica. Não me lembro exatamente por que Hilda Hilst havia demitido a anterior, mas, salvo engano, creio que tinha algo a ver com a qualidade do café feito por ela. Qual...
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O Abominável Homem do Minhocão

Depois de passar vinte anos escondido da repressão militar na rede de esgoto do campus universitário, professor de sociologia volta à labuta..
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A Bacante da Boca do Lixo

Todo aspirante a escritor que se preze já leu e já desejou ser Henry Miller. Para quem tem a cabeça de cima cheia de hormônios, a de baixo cheia de idéias e o quarto entulhado de literatura, nada mais atraente do que aquela vida intelectovagabunda com mil e um personagens fascinantes e uma mulher...
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O Livro de Urântia: notas sobre uma possível revelação religiosa

Jorge Luis Borges descreve assim a descoberta do primeiro volume da enciclopédia sobre o planeta Tlön: "Numa noite do Islã, que se chama a Noite das Noites, abrem-se de par em par as secretas portas do céu e é mais doce a água nos cântaros; se essas portas se abrissem, eu não sentiria o...
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O Exorcista na Casa do Sol

Saiba como foi assistir ao filme O Exorcista, na Casa do Sol, acompanhado pela escritora Hilda Hilst, pelo poeta, ex-professor de Oxford e ex-presidiário da ilha do diabo inglesa, Bruno Tolentino, e mais quinze cães. (Agradeço ao J.Toledo e ao Zuenir Ventura por me convencerem de que minha memória não deve nada a ninguém.)...
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Genus irritabile vatum

Eis o primeiro conto do livro "L.S.D.eus - Contos Extáticos", no qual um aspirante a escritor, após tomar uma droga desconhecida, sofre a pior bad trip da sua vida. A propósito: Genus irritabile vatum ("a raça irritável dos poetas") é uma expressão de Horácio (Epístolas, II, 2, 102) que serve para caracterizar a extrema...
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Matando um mosquito com um tiro de canhão

Neste conto, extraído d' A Tragicomédia Acadêmica, um famigerado diretor de cursinho preparatório para o vestibular recebe estranha carta de um ex-aluno.
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Megalômano não: Mestre de um Universo

Veja por que minha loucura me salvou de um amigo que pensava ser mais louco do que eu.
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O Rolex e o Celular

O Rolex e o Celular ou Como converter um cineasta de esquerda, durante um banquete de festival de cinema, às delícias de se compreender o valor da propriedade privada.
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Frida – uma singela homenagem a…

Neste conto, conheça Frida, uma jovem estudante de antropologia, seu coelho Paulo e seu professor-amante, Aleister Crowley de Souza...
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Paralíticos e Desintegrados

Neste conto, extraído d'A Tragicomédia Acadêmica, leia uma entrevista com dois intelectuais de grosso calibre.
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O hippie reacionário

Sempre dou muita risada quando vejo o Erik Cartman, o gordinho do South Park, xingando alguém de hippie. (Isso sempre me lembra uma ex-namorada que, ao passear por feiras de artesanato, costumava reclamar: “Ai, que cheiro de hippie”.) O que eu nunca imaginei é que alguém chegaria um dia a me chamar — sim,...
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Memórias da Ilha do Capeta

Conto onde se narra a terrível e psicodélica história dos prisioneiros de um alojamento estudantil.
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Apagãolipse Now

Este conto foi escrito na Casa do Sol, em Maio de 1999, a partir de fatos ocorridos durante o grande apagão daquele ano.
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O Aluno Genial

“O belo é a manifestação sensível da verdade, já dizia…” “Aaah…”, bocejou sonoramente Maimônides. Teófilo, professor de Estética e de Introdução à Filosofia na Universidade de Brasília, irritou-se: “Quem é que dizia isso, Maimônides?”, quis perguntar sem no entanto o fazer. Afinal, o professor Teófilo não era assim tão estúpido. Era evidente que Maimônides...
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No FICA com Dib “Lama” Lutfi

Neste artigo, você saberá como foram as conversas que tive com o talentoso cinegrafista e/ou diretor de fotografia dos filmes "Terra em Transe", "Como era gostoso o meu francês", "A Falecida", "O Desafio", "O Ponto de Mutação"...
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O Wândolo

Conto onde se narra o encontro de uma estudante com um híbrido de vândalo com o cantor Wando.
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A volta dos que não foram

Conto extraído d' A Tragicomédia Acadêmica onde estudantes de física presenciam uma insólita viagem no tempo.
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Primeiro celular

O primeiro telefone celular a gente nunca esquece. O primeiro que usei na vida não era meu. Foi em 1995 e o celular pertencia ao cineasta Nélson Pereira dos Santos...
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Não pagou, dançou!

Ir a uma oficina mecânica da periferia de São Paulo é uma experiência das mais pitorescas. Bem, ao estilo de Francis Bacon...
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O Boitatá Quântico ou O Samba do Bobo Doido

Conto extraído d' A Tragicomédia Acadêmica, no qual o físico inglês Sopal e seu assistente ex-bobo da corte agitam a vida do campus da universidade.
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Doom!! Doom!! Doom!!

Este conto foi escrito em Brasília, 1996, para me exorcizar de certa influência literária que estava me fonsecando a alma...
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Drogas: iniciação X alienação

Seria o uso de drogas nada mais nada menos que um simulacro de iniciação?
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Hilda Hilst, Kazantzakis e meu ano 7

Neste artigo, explico como fui parar na casa da escritora Hilda Hilst — a Casa do Sol — onde morei por pouco mais de dois anos. “O que esperais de um Deus? Ele espera dos homens que O mantenham vivo.” Hilda Hilst Às vezes recebo, em bloco, diversas mensagens a indagar como fui parar...
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Penteu, o Pentelho

Conto extraído d' A Tragicomédia Acadêmica, que não é senão uma releitura clubber de As Bacantes, de Eurípedes.
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O Autor

Yuri Vieira é escritor e cineasta. Saiba mais.

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